segunda-feira, 16 de março de 2009

Deus x Renatão

“Se o amor é verdadeiro, não existe sofrimento”.
Ouvi essa frase da boca de Renato Russo, se não me engano, no cd ao vivo “como é que se diz eu te amo”.
Nunca pensei muito nisso, apesar de falar a frase engajadamente todas as vezes que ouvia o cd. Aí vemos como é o ser humano, um ser que devia ser racional, mas sequer pensa na letra da música que canta (tudo bem, não era uma música, mas estava entre duas músicas).
Ouvi de novo essa frase ontem pela tarde quando me contavam de um amigo que supostamente sofria de amor. “Não se pode sofrer se é amor de verdade, amor não é uma coisa triste, é felicidade”. Fiquei pensando nisso, tentando receber essa idéia “nova”, que há tempos já ouvia, mas não consegui, não simplesmente por não conseguir, mas é que, pra mim, o amor não pode ser definido como um outro sentimento, vai muito além, é uma mistura de tortas salgadas e tortas doces em um mesmo liquidificador esperando pra formar uma só torta. O que eu quero dizer é que eu não consigo conceber a idéia de que “amor é felicidade”, claro, no amor há felicidade, mas não se pode dizer, em sua totalidade, que é uma só coisa... Indo um pouco mais além, me peguei lendo – na Bíblia - 1 Coríntios 13, onde está escrito “o amor é sofredor, é paciente, é benigno...” e um pouco mais pra frente no mesmo texto ainda está escrito “tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta”.
"Porque Deus AMOU o mundo de tal maneira que deu seu Filho...", será que Deus não sofreu ao dar seu único filho pra morrer por um monte de ingratos? Não é possível que Ele tenha sentido alegria ao dar seu filho para morrer, mas Ele suportou, porque o amor tudo suporta, Ele sofreu, porque o amor tudo sofre...
Quem estava certo, Deus ou Renato Russo? Um poeta ou o Criador do mundo?